Arterite de Takayasu

É uma vasculite (inflamação da parede dos vasos sanguíneos) crônica que afeta a maior artéria do corpo humano, a aorta, e seus ramos primários. A palavra “arterite” significa inflamação em artéria, não devendo ser confundida com “artrite” que dizer inflamação em articulação.

Do ponto de vista epidemiológico, afeta predominantemente mulheres (80 a 90%) com idades entre 10 a 40 anos.

A arterite de Takayasu é uma doença crônica, com sintomas de gravidade variada.

A doença é ocasionalmente iniciada por febre, dores musculares e articulares, perda de apetite, perda de peso e sudorese noturna. Geralmente os sintomas ocorrem quando o estreitamento de uma artéria reduz o fluxo de sangue para uma parte do corpo, como por exemplo:

  • Braços ou pernas:Os braços doem e se cansam facilmente quando são feitos movimentos repetitivos ou quando são mantidos suspensos por muito tempo. As pessoas geralmente sentem dor ao caminhar, geralmente nas canelas – um sintoma denominado claudicação. O pulso e a pressão arterial podem diminuir em um ou ambos os braços ou pernas.
  • Cabeça: As pessoas podem sentir tonturas ou desmaiar, sentir dor de cabeça ou ter problemas de visão. Menos frequentemente, um acidente vascular cerebral pode ser causado.
  • Coração: Ocasionalmente, ocorre redução do fluxo de sangue para o coração, causando angina ou ataque cardíaco.
  • Rins: Os rins podem apresentar mau funcionamento, devido ao estreitamento das artérias que irrigam os rins. Esse estreitamento pode resultar em hipertensão arterial, aumentando o risco de insuficiência renal, derrames e ataques cardíacos.
  • Pulmões: A pressão arterial nos pulmões torna-se muito elevada. As pessoas sentem falta de ar, cansam com facilidade e podem sentir dor no peito.

Em algumas pessoas ocorre de forma assintomática. Em outras pessoas, a doença progride até causar complicações graves, como acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, ataques cardíacos, insuficiência renal e aneurismas.

Diagnóstico

Os médicos suspeitam a existência do distúrbio com base no seguinte, especialmente em mulheres jovens:

  • A pressão arterial não pode ser medida em um ou em ambos os braços.
  • Há elevação excessiva da pressão arterial ou o pulso de um braço torna-se muito mais forte em um braço do que no outro.
  • A pressão arterial eleva-se inesperadamente.
  • Distúrbios como acidente vascular cerebral, angina, ataque cardíaco ou insuficiência renal ocorrem sem uma explicação aparente e de forma inesperada.

Os médicos indagam sobre os sintomas, reexaminam o histórico clínico da pessoa e realizam o exame físico completo para excluir outros distúrbios com sintomas semelhantes. A pressão arterial deve ser medida em ambos os braços e em ambas as pernas. Braços e pernas com pressão arterial mais baixa podem ter artérias estreitadas. Para obter uma medição precisa da pressão arterial, os médicos devem medir a pressão arterial em um membro onde as artérias não foram estreitadas pela doença.

Exames de sangue e de urina são feitos. Esses exames não podem identificar o distúrbio, mas podem confirmar a inflamação.

Prognóstico

Em 20% dos casos, a distúrbio ocorre uma vez e não volta. Nos demais, ocorre remissão e recaída do distúrbio ou é crônico e se agrava progressivamente. Mesmo quando os sintomas e alterações nas análises laboratoriais sugerem que a doença não está ativa, novos sintomas ocorrem ou anormalidades são detectadas em exames de imagem. O prognóstico é ruim para pessoas com agravamento progressivo do distúrbio e que apresentam complicações (como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou aneurismas).

Tratamentos possíveis

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça a automedicação. O tratamento deve ser sempre realizado pelo médico em decorrência de possível morbidade e mortalidade da doença.

 

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